O conhecimento é um tesouro, mas a prática é a chave para alcança-lo. (Thomas Fuller)

domingo, 15 de setembro de 2013

Quero ser forte

É preciso muito esforço e dedicação para perder peso, ganhar músculos e deixar o corpo do jeitinho que o povo gosta — ou seja, nos moldes estéticos ideais ao paladar apurado e voraz de nossa sociedade contemporânea. Mas se tiver uma forcinha para isso, melhor... É o que muitos pensam. E para isso recorrem aos chamados suplementos alimentares com o objetivo de ganhar massa muscular e emagrecer. E o consumo desse tipo de produto é crescente.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Medicina do exercício e do Esporte, o consumo de suplementos cresceu 23% ao longo do ano passado no Brasil, entre atletas e desportistas em geral.

Mas, afinal, para que servem os tais suplementos? Como o próprio nome indica, trata-se de preparações próprias para complementar a dieta, fornecer nutrientes, como vitaminas, fibras, ácidos graxos e aminoácidos, além de energia para otimizar o desempenho durante a execução dos exercícios físicos.

Mas seja para fins de saúde ou puramente estéticos, o uso de suplementos deve ser prescrito por um profissional. A Sociedade Brasileira de Medicina Médica Esportiva determina que somente médicos especializados e nutricionistas poderão fazer a prescrição desses produtos. 

“Mas vem sendo prescrito em academias; principalmente os energéticos e os suplementos proteicos, em função de ganho de massa muscular e de um melhor desempenho”, afirma o educador físico Roberto Cabral, que, junto a mais dois acadêmicos, pesquisa detalhes do consumo em Natal.

Para o educador físico, há uma total desinformação sobre o assunto na cidade. Ele acredita que nada vai substituir o valor do exercício em ganho de performance.

Mas os suplementos não são só maravilha. Se consumidos em excesso e de forma equivocada, podem trazer prejuízos à saúde, comprometendo inclusive o funcionamento de órgãos como fígado, rins e coração.

A médica paulista Suzete Motta, com prática ortomolecular e formação em medicina estética, alerta que cerca de 33% dos suplementos comercializados no Brasil são contaminados com substâncias proibidas, o que pode ocasionar problemas hormonais e psicológicos. Então, antes de consumir suplementos, procure um médico. Ler só as instruções no rótulo não vale.

Fonte: Tribuna do Norte - Isaac Ribeiro - repórter